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sil; da India foi pelos portuguezes levada para a Africa, e os primeiros que foram ter á Bahia vieram de Cabo Verde, conforme ao testemunho de G. Soares. Ahi se deram melhor do que na India (é o mesmo chronista que o affirma), “porque, mettido um côco debaixo da terra, a palmeira que delle nasce dá côco em cinco e seis annos, e na India não dão estas palmas fructo em vinte annos.”
PINHEIRO, ou pinho do Paraná, da familia das Coniferas (Araucaria brasiliana, A. Rich. Lamb.) VI Neste capitulo vêm as arvores medicinaes, que— se seguem: — 4 CABUREIGBA, caburehida ou cabreúva, da familia das Leguminosas, sub-familia das Papilionaceas (Myrocarpus fastigiatus, Fr. All.) Em Piso caburė-iba. — O nome tupi vem de caburé, a coruja (Glaucidium brasi lianum, Gm.); e yba arvore, páu. Do pericarpio exuda resina, fluida no começo e depois concreta, conhecida. caburé-icica.— — CUPAIGBA, COPAHIBA, da familia das Leguminosas, sub-familia das Casalpinaceas (Copahiba langsdorffii, Desf.) Lery foi quem primeiro a descreveu, dandolhe o nome indigena: "Plus un qu’ils nomment copa-u lequel outre que l’arbre sur le pied ressembre aucunement au noyer, sans porter noix toutesfois..."— Em G. Soares, copiuba; em Marcgrav, copiiba. De etymo incerto.— 1 De AMBAIGBA, ambahiba, embaúba, imbaúba, da familia das Artocarpaceas (Cecropia adenops, Mart.) Has outras especies. Em Piso e Marcgrav, ambaiba. ambá ôco, yba arvore. Veja Baptista Caetano Indios: do Brasil, verba figueira.— AFYO
AMBAIGTINGA, imbaúba-branca, da familia das Artocarpaceas (Cecropia palmata, Willd.) Em Piso,