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ma mocugé. G. Soares dá macugé. — De etymo duvidoso.
— Araçá, nome commum às Myrtaceas do genero Psidium, de que ha varias especies. — Inaceitavel o etymo que se encontra nos autores.
— Ombú, umbú, imbú, ambú, fructo e arvore da familia dos Anacardiaceas (Spondias purpurea, Linn.). — Vocabulo tupi, de etymo incerto.
— Jaçapucaya, sapucáia, nome commum às diversas especies de Lecythidaceas, do genero Lecythis. Em Gandavo, zabucàes; em G. Soares, sabucai. — O nome tupi fórma-se de ya fructo de arvore, eçá pucá i que tem saltamento do olho, segundo Baptista Caetano. — Os myrabolanos indicos, com que o autor compara as castanhas da sapucáia, procedem da Terminalia chebula, Retz, da familia das Combretaceas, a qual vegeta na India. Desses myrabolanos tratou Garcia da Orta, nos Colloquios dos simples e das drogas (Colloquio 37.º)
— Araticú ou araticum, nome commum ⟨a⟩ diversas Anonaceas dos generos Anona e Rollinia. — Araticú-paná é a Anona palustris, Linn. — Etymo incerto.
— Pequeá, pequiá, ou piquiá, da familia das Caryocaraceas (Caryocar brasiliensis, S. Hil.) Em G. Soares, piquiá. — O nome tupi pode derivar-se de pé casca, e quiá suja, manchada. — Ha varias especies.
— Jaboticaba, fructo arvore da familia das Myrtaceas (Myrelaria cantiflora, Berg.). Em Marcgrav, jabuticaba. — De yauti-guaba, a comida do kágado. Th. Sampaio. — Martius traduz: “quasi sebum testudinis”. — Sobre os coqueiros informa o autor que ha muitos, “que dão coquos excellentes como os da India” O coqueiro (Cocos nucifera, Linn.), não é planta expontanea no Bra-