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americana, Linn.) Em Marxgrav nhandu-guaçu. — De nhan corre, tu estrepitante; ou nhan de correr, ub perna: corredora, a que corre; guaçú grande. Baptista Caetano. — De qualquer modo a idéa de correr é dominante.

Anhigma, anhuma, inhuma, da familia dos Palamedeideos (Palamedea cornuta, Linn.) — Anhima e anhyma, em Marcgrav e Piso. — De etymo difficil de explicar.

V — Neste capítulo enfeixa Cardim as arvores fructiferas indigenas. São as seguintes:

— ACAJU’, cajú, fructo, e arvore da familia das Anacardiaceas (Anacardium occidentale, Linn.) Ha outras especies. O nome acajú reserva-se hoje para a Cedrela guyanensis, J., da familia das Meliaceas, que vejeta na Amazonia. Do tupi acã caroço, e suffixo yu, por y-ub, que dá, que tem. Segundo Baptista Caetano, desconhecido no Sul e no Paraguay, e por isso só usado em diccionarios tupis, onde tambem designa estação, anno. Ao vinho que faziam do sumo do cajú chamavam cauim, que Léry escreveu caou-in e Hans Staden kaawy; a significação do vocabulo extende-se à bebida fermentada feita do mi-. lho mastigado.

MANGÁRA, fructo e arvore da familia das Apocynaceas (Hancornia speciosa, Gomez) Arruda Camara, que descreveu a arvore, denominou-a Riberia sorbilis, em honra ao padre João Ribeiro, da revolução pernambucana de 1817. Em G. Soares, mangaba; em Piso e Marcgrav, mangaiba e mangahiba. De ma-guaba, cousa— de comer Th. Sampaio.

— MUCUOÉ, mucugé, macugé, em Purchas his Pilgrimes, vol. IV, ps. 1307, mucuruje, da mesma familia (Couma rigida, Müll. Arg.) Caminhoá chamou-a Cou-—