Página:Tratados da terra e gente do Brasil.pdf/123
e Marcgrav guira-quereá. — Nome tupi difficil de explicar.
— Tucána, tucano, nome commum a diversas aves da familia dos Rhamphastideos. Parece ter sido Thevet, nas Singularitez de la France autarctique, quem primeiro descreveu a ave, dando-lhe o nome indigena: “Sur la cosle de la marine la plus fréquente marchandise est le plumage d’un oyseau qu’ils appellent en leur langue toucant...” — Em G. Soares, tucano; em Marcgrav, tucan. — De ti dico, cang osseo? Baptista Caetano.
— Guigrapónga, araponga, da familia dos Colingideos (Chasmorhynchus nudicollis, Vieill.) — Ferreiro, ferrador. — De guirá passaro, ponga sonante, que sôa.
— Macucaguá, macaguá, da família dos FalconIdeos (Herpetotheres cachinnans, L.). – Em G. Soares, macucagoá; em Gandavo, com a primeira forma. – De má por ybá fruto, cugiguár por curihár que traga, tragador, comedor: comedor de frutos; ou ainda, preferivel, por accorde com o nome generico e com o instinto da ave, de mbói-acá-hár, aquele que briga com as cobras, conforme Baptista Caetano.
— Mutú, mutum, nome generico das aves da familia dos Cracideos. Em Azara, mitú. De mytun por pytun ou pytuna, noite: escuro, negro, por extensão; originariamente qualificativo, dizendo passaro negro ou escuro.
— Urú nome commum a duas especies de aves da familia dos Odontophorideos: Odontophorus guyanensis, Gm., O. capueira, Spix. — A primeira é peculiar á Amazonia; a segunda é a que o autor devia ter conhecido, por habitar o litoral.
— Nhandugoaçú, nhanduguaçú, ema, chamada impropriamente avestruz, da familia dos Rheideos (Rhea