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ram os primeiros Brasileiros, e, para os de todos os tempos deixaram memorias desse passado nos seus escriptos, cartas e narrativas. Ao Padre Fernão Cardim, missionario, reitor, procurador e provincial, se não chegassem os meritos que taes titulos encerram, bastaria o ter sido um élo dessa cadeia a que pertenceram Anchieta e Vieira; precisamente está elle entre os dois, até pelos sucessos da vida: assistiu ás molestias e doenças dos ultimos annos do velho José de Anchieta, no Collegio do Morro do Castello, — vindo de Piratininga ao Rio de Janeiro, antes de ir finar-se em Rerityba, no Espirito Santo, — quasi o preparando para a outra sua celeste vida, e depois, abriu as portas do Collegio do Terreiro de Jesus, já na Bahia, ao joven Antonio Vieira, que, a contra gosto da familia, procurava alli o seu refugio, — como ao preparar tambem para a immortalidade de sua grande vida...
“Estes passos são symbolicos da obra do Padre Fernão Cardim: cuidado, trato, amor de um Brasil que ia passar, e morrer, legados ao Brasil da posteridade, que, esse, passando successivamente, nunca morrerá, e ha de guardar entre as suas memorias saudosas e fieis estes Tratados da Terra e Gente do Brasil...”
O plano mallogrou-se, por então, como se disse; mas o trabalho do annotador ficou em condições de ser dado desde logo á imprensa, á espera tão sómente de editor. Esse havia de apparecer no proprio anno em que se completa o tricentenario da morte de Fernão Cardim, na pessoa do Dr. José