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(Paris, 1898), alem da especie citada, encontram-se no Brasil as seguintes: Canis cancrivorus, Desm., C. microtis, Mivart, C. azarae, Wied, C. urostictus, Mivart, C. parvidens, Mivart, e C. venaticus, Lund. — O nome tupi vem de jaguár cão, onça, e uçú por açú grande.
— Tapití, roedor da familia dos Leporideos (Lepus brasiliensis, Briss.), tambem chamado impropriamente coelho ou lebre. — Tapotim em G. Soares; tapeti em Piso e Marcgrav. — Na astronomia dos tupis maranhenses, segundo Abbeville, era o nome de uma constellação, talvez a constellação austral da Lebre. — Etymologicamente, é difficil de explicar
— Iaguacini, guaxinim, carnivoro da familia dos Procyonideos (Procyon cancrivorus, Cuv.). — Tambem chamado mão-pellada. — Th. Sampaio explica o nome tupi por gua-chini, o que rosna, o roncador, allusão ao habito do animal de rosnar ou roncar quando se lhe toca na cauda.
— Biarataca, jaritatáca, maritatáca, carnivoro da familia dos Mustelideos (Conepatus suffocans, Azara). — Tambem chamado cangambá e zorilho. Em Piso, biaratacáca. — O nome especifico deve o animal á secreção anal que expelle para defender-se, de tal sorte nauseabunda, que afugenta os perseguidores. Arthur Neiva e Belisario Penna, em sua Viagem scientifica, publicada nas Mentorias do Instituto Oswaldo Cruz, t. VIII, 1916, referem ter apanhado vivo um exemplar do Conepatus suffocans, que se defendia terrivelmente com as ejaculações esverdinhadas que lançava á distancia, afastando os cães e obrigando a mais de uma pessoa a abandonar a luta; um camarada que mais se afanára em arrancar o animal do ôco de uma emburana, onde se abrigára, teve de deitar-se completamente nauseado. Verificaram aquelles naturalistas que a substancia que dá á secreção o repellente cheiro