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ao instituto do brazil

municavel na ilha de Malhorca, e não ha probabilidade de que quando n’ella se ache ainda o codice que menciona Barcia, possa elle ser o original. A do conde de Vimieiro foi consumida pelas chammas, as quaes póde muito bem ser que devorassem os quadernos originaes do punho do nosso colono.

Graças porém ás muitas copias que nos restam — a uma das de Evora sobretudo, creio poder dar no exemplar que vos offereço o monumento de Gabriel Soares, tão correcto quanto se poderia esperar sem o original, em quanto o trabalho de outros e a discussão não o aperfeiçoem ainda mais, como terá de succeder.

Acerca do autor talvez que o tempo fará descobrir na Bahia mais noticias. Era filho de Portugal, passou á Bahia em 1570, fez-se senhor de engenho e proprietario de roças e fazendas em um sitio entre o Jaguaripe e o Jequiriçá. Voltando á Peninsula dirigiu-se a Madrid, onde estava no 1.º de Março de 1587, em que offertou seu livro a Christovam de Moura por meio da seguinte carta:

«Obrigado de minha curiosidade fiz, por espaço de 17 annos que residí no Estado do Brazil, muitas lembranças por escripto do que me pareceu digno de notar, as quaes tirei a limpo n’esta corte em este quaderno, emquanto a dilação de meus requerimentos me deu para isso logar; ao que me dispuz entendendo convir ao serviço de El-Rei nosso Senhor, e compadecendo-me da pouca noticia que n’estes reinos se tem das grandezas e estranhezas d’esta provincia, no que