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o exemplar da Bibliotheca de Paris o que mais me levou a essa capital do mundo litterario em 1847. Não ha duvida que, além d’este codice, tive eu occasião de examinar uns vinte mais. Vi tres na Bibliotheca Eborense, mais tres na Portuense, e outros na das Necessidades em Lisboa. Vi mais dous exemplares existentes em Madrid: outro mais que pertenceu ao convento da congregação das Missões e tres da Academia de Lisboa, um dos quaes serviu para o prélo, outro se guarda no seu archivo, e o terceiro a livraria conventual de Jesus. Igualmente vi tres copias de menos valor que ha no Rio de Janeiro (uma das quaes chegou a estar licenciada para a impressão); a avulsa da collecção de Pinheiro na Torre do Tombo, e uma que em Neuwied me mostrou o velbo principe Maximiliano, a quem na Bahia fôra dada de presente. Em Inglaterra deve seguramente existir, pelo menos, o codice que possuiu Southey; mas foram inuteis as buscas que ahi fiz após elle, e no Museu Britannico nem se quer encontrei noticia de algum exemplar.
Nenhum d’aquelles codices porém é, a meu ver, o original; e baldados foram todos meus esforços para descobrir este, seguindo as indicações de Nicoláo Antonio, de Barbosa, de Leon Pinelo e de seu addicionador Barcia. Na Bibliotheca de Christovam de Moura, hoje existente em Valencia e pertencente ao Principe Pio, posso assegurar-vos que não existe elle, pois que, graças á bondosa amizade d’este cavalheiro, me foi per-