Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/78
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
68
SUSPIROS POETICOS
Qual tenro botão de rosaQue á sombra da rosa cresce,Sem temer o vento, e a chuva,De um frouxo raio se aquece;
Mas pouco a pouco crescendo,Desabrocha, e cheiro exhala,Orna o prado que a sustenta,E da roseira é a gala.
Assim eu filhinha tenra,A meus pais devo esta vida;A seu lado elles me educam,Por elles serei querida.
Hoje innocente me chamam!Oh, como é bella a innocencia!É a virtude dos Anjos,É das virgens a sciencia.
Vós, oh Deos, que podeis tudo,Concedei-me por piedadeQue este aroma da innocenciaMe acompanhe em toda idade.