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SUSPIROS POETICOS
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   Tão infames como elles:Corria humano sangue sobre as arasEm sacrificio á vil hypocrisia   De oraculo fingido;E as impias mãos de um impostor sagrado,Nas palpitantes visceras pousando,Iam depois queimar o incenso impuroAnte o altar do crime endeosado.

Tudo do engano as trevas encobriam;   Só despotas raivosos   A seu grado reinavam;E nas publicas praças, e nos circosSó escravos em ocio pão pediam.
Como de vaga em vaga repellidos   Os restos do naufragio,Vão na areia encalhar, tal pareciaQue a Humanidade ao fim tocado havia.
No meio desse horror eis que apparece,Como um iris de paz, do Eterno o Filho.   O erro confundido,