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mais ou menos bonitos, e interessantes, o que me fazia tremer.
Então...
— Era o sexto.
— O sexto?!!
— Sim; o meu sexto companheiro era um mono, D. Clarinha, um mono que nos fazia rir, e que sempre nos conservava a distancia de tres palmos delle pelo receio de termos algum encontro desagradavel como seu nariz.
— E era por causa d'elle...
— Tambem não era effectivamente por causa d'elle; mas sim por uma cousa, que a alta sociedade chama — capricho das senhoras — e que o ignobil vulgacho tem a ousadia de explicar com um proverbio insolente, que acaba por estas palavras "pega sempre no peior".
— Ora... que asneira!...
— Adiante, Juca; disse Faustino.
— Vou resumir toda minha historia, continuou o estudante; escutem pois. Tivemos tres dias de festa: havião moças bonitas a contentar a setenta, quanto mais a sete estudantes; feias então não falemos... Faustino, olha, que ha muita mulher feia neste mundo!... quanto bicho careta se escondia no Reconcavo, veio mostrar-se á luz do dia: eu fiquei espantado ante a immensa variedade e riqueza do reino animal! vi thesouros incalculaveis, que poderião bem povoar duzentas salas do museu nacional: no entretanto nada chegava a ousar comparar-se com um espectro de concoenta e tantos annos, que se chamava Bonifacia: ah! deverião tê-la chrismado com o nome de Malifacia; tinha o corpo de um lagarto, uma carinha de gafanhoto, cabellos de ouriço mãos de aranha, voz de sapo, rir medonho e um andar de lamber leguas. Era um ente espantoso