Página:Primeiros cantos- poesias.pdf/202
São carrascos aqui — hostias lá dentro.
Geme o trovejamiento, estrala a pedra,
— Cresce horror sobre horror — desaba o tecto,
E o fumo ennegrecido se ennovella
Co’o vertice sublime os céos roçando.
Como o vulcão que a lava arroja as nuvens,
Como iguea columna que da terra
Iliante rebentasse, — tal se eleva,
Tal sobe aos ares, tal se empina e cresce
A labareda portentosa e baixa,
E desce a terra, e o edificio enrola,
E o sorve inteiro, — qual se forão vagas
Que a dura rocha do alicerce abalão,
Que a enlação, como a prêa, — e ao fundo pégo
Levão, deixando o mar branco d’espuma.
No horror da noite, sibilando os ventos
Lingoas pyramidaes do atroz incendio,
Fumosas pelas ruas estalando,
Tingem da cór do inferno a côr da noite,
Tingem da côr do sangue a côr do inferno!
— O ar são gritos — fumo o céo — e a terra fogo.
E aquelles que inda sãos e immunes crão,
Os que a peste engeitou,
Que fome e sede e privações sofrerão...
A espada decepou.