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Quando em 1879, na Revista Brazileira, tratei da nova geração de poetas, falei naturalmente do Sr. Alberto de Oliveira. Vinha de ler o seu primeiro livro, Canções romanticas, de lhe dizer que havia ali inspiração e forma, embora acanhadas pela acção de influências exteriores. Achava-lhe no estylo alguma cousa fluctuante e indecisa; e, quanto á materia dos versos, como o poeta dissesse a outro, que tambem sabia folhear a lenda dos gigantes, dei-lhe este conselho: « Que lhe importa o guerreiro que lá vae á Palestina? Deixe-se fixar no castelo com a filha dele... Não é diminuir-se o poeta; é ser o que lhe pede a natureza. Homero ou Mosckos. » Concluía dizendo-lhe que se affirmasse.

Não trago essa reminiscencia critica (e deixo de transcrever as expressões de merecido louvor), senão para explicar, em primeiro lugar, a escolha que o poeta fez da minha pessoa para abrir este