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Virão a mente affagar-me
Os pensamentos d’amor!—
Recordar-me a cruz do valle,
O romeiro trovador!—

E outra vez irei sentar-me
Na pedra, que o musgo veste,
Ao susurro dos pinheiros
Batidos pelo nord-éste!—

E meus cantos como sonhos,
Como visões encantadas,—
Passarão ante meus olhos
Nos desvios das quebradas.

Minha lyra! — então direi,
Minha lyra tão sentida!
O que deixaste em minh’ alma
Das illusões d’esta vida?...

As lembranças do passado—
Que é tão doce recordar,
Meigos dias de ventura,
Que não podem já tornar !