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Mas luminoso sonho! que visão é esta!
Não vejo eu lá nas portas do occidente
Surgir, — surgir uma cidade de ouro
Com diadema de luz resplandecente!

Não vejo nova Roma na grandeza
Na plaga Americana desdobrar
A vasta sombra do collosso immenso
Por sobre a terra, — e pelo vasto mar!

Não vejo no Imperio Brazileiro
Oh! já cumprida a benção do Senhor,
Fecundada a terra de seus filhos
Ao maná de seu verbo creador!

Não vejo essa aurora, que os poetas
Sonharam nos desertos do Levante!
Illuminar-lhe o cimo das montanhas,
Como a corôa do Cezar triumphante!

Não vejo alta columna gigantesca
Plantada no mundo qual pendão,
Que os povos encaminha, e lhes aponta
Da liberdade o facho, — e da razão!