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Que os anjos, que são de Deus,
Ainda na terra vivendo—
Dão suspiros pelas magoas,
Que os homens passam gemendo!
Pede! — Oh! pede por minha alma
Entr’ espinhos lacerada!—
Oh! quem quebrára a cadeia
D’esta vida malfadada!
Não trasborda, acaso, a taça
Das agonias ferventes?
Não se desatam meus prantos
Dos olhos como torrentes?
Mas tú és anjo na terra
A dormir somno profundo!
Oh! por mim roga no Céo,
Como a ti peço no mundo!
12 de Fevereiro.
