Página:Poesias.pdf/44

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
— 40 —
 

Consagrar não quero,—não,
Nem á rosa a minha lyra,—
Nem as ancias palpitantes
Por que meu peito suspira:

Nem a flor, que diz nas folhas
A triste sina d’amor,
Me ha de ralar d’amargura,
Nem serei seu trovador.—

Não! — Não quero das soberbas
Depender de seus agrados:
Desprézo a flor e os peitos,
Que lhe foram consagrados.

E só quero da violeta,
Que na sombra se acoitou,
O meigo, terno sorriso,
Que ao abrir desabroxou!

E só quero da violeta
O seu primeiro perfume:
Imagem d’anjo que chora
Sem paixão e sem ciume.—