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IV.
Quasi como um sonho, — pelo mundo
O Bardo tem passado!
De todas as flores, quantas colheu,
Todas teem murchado!
Uma d’ellas a flor mais extremosa
Guardou com muito ardor:
Chamava-lhe elle o fogo do seu estro,
Vós chamais-lhe amor!
Mas um dia.... veio a tempestade,—
Veio o negro bulcão
E arrancar-lhe foi lá dentro d’alma
A flor do coração!
Ficou só.... triste! — solitario!
Sua vida a chorar!
A taça da agonia, — o fel da morte, —
Em tragos a esgotar.