Página:Poesias.pdf/29

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
— 25 —
 

Como é doce contemplar-te
No firmamento gravada!
Na terra humilde chorando,
No céo d’estrellas coroada!

Qual seria a mão do triste
Que a saudade aqui deixou?
Entre rosas, — entre goivos
Suspiros d’alma arrancou ?

Talvez memoria de mãe
Legada ao filho extremoso,
Botão que a morte ceifára
De seu peito carinhoso.

Talvez só.... uma lembrança
Do cançado viajante?
Triste cantar d’amargura,
Que o vento arroja distante!

Talvez um echo de peito,
Bem profundo, — bem ardente,—
Que sentio a luz da vida
Apagar-se de repente!