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E quero então adorar-te
Rojada a fronte no chão:—
E pedir-te p’ra minha alma
Um só ai de compaixão!

Se tu és sombra? — Uma visão? — um sonho?
Envolto sempre em luminoso manto....
Eu quero ver passar-te no silencio
Da noite socegada,—derramando
Perfumes nos teus passos!

E ficarei largo tempo—
Triste.... bem triste a penar :
Pendida a fronte no peito,
E pensativo a chorar!

Se és archanjo de luz, ou de mysterio,
Ou a fonte, que suspira no deserto;
Ou a brisa, que sicia na ramagem,
Ou os canticos da lyra, que revela
Os sonhos de innocencia !

Ou archanjo, — ou fonte, — ou brisa,
Eu quero-te sempre adorar!
As harmonias, que entornas,
Eu quero sempre escutar!