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II
Refulge o Sol sobre a campina vasta,
Quéda o arvoredo ao luminoso açoite,
Do recesso da moita hirsuta e basta
Vão-se as ultimas lagrymas da noite.
Quéda o arvoredo ao luminoso acoite,
Procura a alfombra o passaro cançado;
Vão-se as ultimas lagrymas da noite
Para o silente céo amplo e azulado!
Procura alfombra o passaro cançado;
Caem por terra as folhas resequidas;
Para o silente céo amplo e azulado
Sóbe o aroma das petalas feridas.
Caem por terra as folhas resequidas,
Umas fulvas, cinzentas, outras pretas;
Sóbe o aroma das petalas feridas
Com o vivo turbilhão das borboletas!
Umas fulvas, cinzentas, outras pretas;
As lagartas ao sol vão se arrastando,
Com o vivo turbilhão das borboletas
Mórbidas, languorosas, contrastando.