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PHARÓES
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E os olhos me seguiam sem descanço,
N’uma perseguição de atras voragens,
Nos narcotismos dos venenos mansos,
Como dous mudos e sinistros pagens.
E nessa noite, em todo o meu percurso,
Nas voltas vagas, vans e vacillantes
Do meu caminho, esses dous olhos de urso
Lá estavam tenazes e constantes.
Lá estavam clles, fixamente elles,
Quiétos, tranquillos, calmos e medonhos...
Ah quem jamais penetrará n’aquelles
Olhos estranhos dos eternos sonhos!