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PHARÓES
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Rosas de luz do céo resplandescente,
Ó Estrellas divinas,
Sereias brancas da região do Oriente,
Ó Visões peregrinas!

Aves de ninhos de frouxéis de prata
Que cantais no Infinito
As Lettras da Canção intemerata
Do Mysterio bemdito.

Thuributos de graça e encantamento
Das sidéreas umbellas,
Desvendai-me as Mansões do Esquecimento,
Radiantes sentinellas.

Dizei que pallidez de mortos lyrios
Ha por estas estradas
E se terminam todos os martyrios
Nas brumas encantadas.

Se nessas brumas encantadas chóram
Os anceios da Terra,
Se os lyrios mortos que ha por lá se auróram
De purpuras de guerra.

Se as que ha por cá titanicas cegueiras,
Atordoadas victorias,
Embebédam os seres nas poncheiras
E no gozo das glorias!

O céo é o berço das estrellas brancas
Que dormem de cansaço...
E das almas olympicas e francas
O ridente regaço...