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PHARÓES
Tédio! que pões nas almas olvidadas
Ondulações de abysmo
E sombras vêsgas, lividas, paradas,
No mais feroz mutismo!
Tédio do Requiem do Universo inteiro,
Morbus negro, nefando,
Sentimento fatal e derradeiro
Das estrellas gelando...
Ó Tédio! Rei da Morte! Rei bohemio!
Ó Phantasma enfadonho!
És o sol negro, o creador, o gêmeo,
Velho irmão do meu sonho!