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PHARÓES

Sabor de sangue, lagrimas e terra
Revolvida de fresco,
Guerra sombria dos sentidos, guerra,
Tantalismo dantesco.

Silencio carregado e fundo e denso
Como um poço secréto,
Dobre pesado, carrilhão immenso
Do segredo inquiéto...

Florescencia do Mal, hediondo parto
Tenebroso do crime,
Pandemonium feral de ventre farto
Do Nirvana sublime.

Delirio contorcido, convulsivo
De felinas serpentes,
No sillamento e no mover lascivo
Das caudas e dos dentes.

Porco lugubre, lubrico, trevose
Do tabido peccado,
Fussando collossal, formidoloso
Nos lodos do passado.

Rhythmos de forças e de graças mortas,
Melancolico exilio,
Diffusão de um mysterio que abre portas
Para um secreto idyllio...