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PHARÓES
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Envelheces de tédio, de cançaço,
D’illusões e de scysmas e de penas,
Como envelhéce no celeste espaço
O turbilhão das estrellas serenas.
O Amor os corações fez interdictos
Ao teu magoado coração captivo
E apagou-te os sublimes infinitos
Do seu clarão fecundador e vivo.
Hoje envelhéces na clausura immensa,
Dentro de um sonho pállido fenéces.
Tua belleza véste névoa densa,
Em surdinas e sombras envelhéces.
De pranto e luar, n’um desolado mixto,
Cáe a noite na tua puberdade
E como a Rediviva do Imprevisto,
Erras e sonhas pela Eternidade!