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PHARÓES
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E váe perdido e váe perdido, errante,
Tremulo, triste, vaporoso, ondeante.

Váe suspirando, n’um suspiro vivo
Que palpita nas sombras incisivo...

Um suspiro profundo, tão profundo
Que arrasta em si toda a paixão do mundo.

Suspiro de martyrio, de anciedade,
De allivio, de mysterio, de saudade.

Suspiro immenso, atterrador e que érra
Por tudo e tudo eternamente attérra...

O pandemonium de suspiros sôltos
Dos condemnados corações revôltos.

Suspiro dos suspiros anciados
Que rasgam peitos de dilacerados.

E mudo e pasmo e compungido e absorto,
Vendo o teu lento e doloroso gyro,
Fico a scysmar qual é o rio morto
Onde vae divagar esse suspiro.