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PHARÓES
Dá o teu braço, pelos céus sorrindo
E recordando parte
E has de entender os claros céus, sentindo
Que andas a recordar-te.
Bate á porta dos Astros solitarios
Dos eternos Fulgôres,
Em busca desses mortos visionarios,
Almas de sonhadores.
Ah! vólta á infancia dos primeiros beijos,
Dos momentos sidereos,
Volta á sêde dos ultimos desejos,
Dos primeiros mysterios!
Ah! volta aos desenganos primitivos,
Volta á essencia dos annos,
Volta aos espectros tristemente vivos,
Ah! volta aos desenganos!
Volta aos serenos, floridos oásis,
Volta aos hymnos profundos,
Volta ás efflorescencias dos Lilazes,
Volta, volta a esses mundos!
Fique na Sombra e no Silencio d’alma
Todo o teu ser dolente,
Para tranquillo, com ternura e calma,
Recordar docemente...