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PRIMEIRA PARTE

 

... O sol desapparecia atráz dos montes que coroam o espelho diaphano do lago de Como, no qual se reflectem as graciosas casinhas de tantas aldeas pittorescas.

N՚uma destas aldeas, diante de uma fiação, ouvia-se um mexerico alegre de raparigas. Ellas davam-se reciprocamente a boa noite para depois entrar nas respectivas casas.

Era uma noite de Novembro de 1628 : uma moça sahiu do grupo gracioso das operarias e, comprimentada por todas, dirigiu-se apressadamente para a sua casa.

A mocidade, a belleza e a felicidade reflectiam sobre aquelle rosto.

Lucia Mondella não devia mais voltar á fiação, porque ella era a noiva de Renzo e, a hora suspirada do casamento se aproximava. D՚alli a poucos dias aquelle sonho de amor devia realizar-se...

Mas, eis que, ao dobrar uma ruasinha, dois senhores elegantes lhe cortam o caminho.....

Um comprimento banal, ao qual a rapariga não presta attenção..... depois, um d՚este senhores, o prepotente D. Rodrigo, diz, dirigindo-se ao companheiro : Apostamos caro primo?.....

A aposta é acceita. Para um senhoraço prepotente como D. Rodrigo, não é permittido retroceder, mesmo quando a aposta era uma infamia abominavel.

D. Rodrigo de volta ao seu Castello, reune os seus valentões e, ao chefe d՚estes, o Griso, dá o encargo de in-