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breve esvaecêrão-se, é que ella era uma fada, e seu condão sabia evocar mentiras e maravilhas... E ao cabo da viagem acha-la-hci a verdade após sua nuvem de fogo — belleza núa que indaguei sublime, que adorei ati avéz de todas as íalsias da vida e cujo raio esclarecia o trilho em meio dos recifes onde os outros cstalavão o crystal puro de sua virtude. Fantasmas que nos illudis, sombras celestes que seguimos nas nuvens, que nos fazeis correr após vós sem olhar onde assentamos os pés, — porque revestir fôrmas sensíveis, disfarçar-vos em mulheres? Chamai-vos a verdade, a belleza, a poesia, — e não Jane, Agandecca, o amor.


E apôs o enthusiasmo o somno marasmado do sarcasmo que delira — se entremeia a todo aquelle queimôr de um coração que espalha em versos candentes aos threnos do anjo melodioso das inspirações — afoga tudo que nos banha os olhos em lagrimas, tudo que nos perfuma de harmonia com os orvalhos das azas tremulas, tudo aquillo emfim que faz que « a poesia não é o mero empyrismo de ajuntar palavras.»

ALDO.

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Morre pois, cobarde! É tempo de acabar com isso. Assaz corcoeaste aos acicates da necessidade : os llancos te sangrarão — e nem um passo além !... Ai de mim! ai de mim! Morrer, é horrivel! Se fosse só desangrar, desfallecer, tombar — mas não é isto! Se fosse levar a cabeça ao machado, penar a tortura, emparedar-se vivo no frio do tumulo!... Mas é pcior ainda, é renegar das esperanças, renegar do amor, pronunciar a sentença do nada sobre todos aquellcs sonhos ebrios qne nos