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Pouso os labios nos teus; no teu alento
Volta minha pureza suspirando!
Teu amor como o sol apura e nutre;
Exhala fresquidâo e doce briza;
E’ uma gota do céo que aroma os labios
E o peito regenera e suavisa.
Quanta innocencia dorme alli com ella!
Anjo desta criança, me perdôa!
Estende em minha amante as azas brancas,
A infancia no meu beijo abandonou-a!