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vigário de Maués, não queria ver na sua freguesia, composta na maioria de índios mansos, mundurucus batizados, que ele desejava conduzir pelo caminho da virtude. A catequese do Jiquitaia, que tanta glória dera ao vigário de Maués, fora feita na vila, com descanso e tempo, sem risco de vida nem incômodos de viagem. Padre João da Mata o arrancara à barbaria, batizara-o, casara-o e o estabelecera naquela linda situação do furo da Sapucaia, a que depois o padrinho da Clarinha tanto se afeiçoara, e onde morrera, cedendo à força de velhos achaques e moléstias, mas tranqüilo e repousado, abençoando a afilhada e ouvindo o canto mavioso dos rouxinóis e dos sabiás nas mangueiras do terreiro. Isso sim, era fazer uma catequese. Mas deixar todos os cômodos e gozos que a vida proporciona a um padre moço e formoso, para se aventurar pelos rios do sertão em busca de índios bravos, não era natural, a Clarinha não o compreendia. Padre Antônio tinha um ar de tristeza resignada