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da maioria. Ora, em dois meses padre Marcelino tinha tempo de sobra para reagir contra os que se julgavam obrigados, na qualidade de amigos da situação, a fazer praça de liberalismo, falando mal dos padres e defendendo a maçonaria. Padre Marcelino era cabeçudo, sem entranhas, de poucas brincadeiras, e tinha ódio mortal a tudo que era ou lhe parecia maçom. E o patife do Pereira não se lembrara de escrever para Manaus que o capitão Fonseca era maçom, amigo do Chico Fidêncio e assinante do Democrata?

Aquela infâmia do Pereira desatinava o coletor, dava-lhe uma vontade invencível de agarrar o escrivão da coletoria pelas goelas e de o mandar desta para melhor vida. Ele, maçom! O capitão Fonseca amigo do Chico Fidêncio! Isto só lembrava ao diabo! E o tal escrivãozinho não se limitara a isso, falara em certas irregularidades da repartição, em certos desfalquezinhos, verdadeiras insignificâncias, que nunca apareceriam se o coletor não tivesse caído