Página:O matuto - chronica pernambucana (1878).djvu/307

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada

Era madrugada velha quando entrou pelo Cajueiro o Tunda-Cumbe com sua gente. Pedro de Lima bateu com o coice do bacamarte sobre a porta da casa de Francisco, e como d'ahi ninguem lhe respondeu, foi elle o primeiro que poz fogo nella. Outros bandidos o imitaram, tomados da volupia feroz que caracteriza os scelerados. A casa do padre foi poupada por ser de quem era. Mal sabiam elles que poucas horas antes tinham voltado d'ahi, inteiramente frustrados em sua expectativa e sem poderem explicar o facto que profundamente os contrariara, dois parciaes dos mascates mandados por Antonio Coelho com todo o necessario para acompanharem o padre á Parahyba.

Ao clarão do incendio, penetraram os malvados na mata, caminho do engenho, supondo que iam sorprender o sargento-mór. Este porém, advertido desde muitos dias atraz por differentes circumstancias, suspeitas e até boatos, tinha-se passado aquella tarde para o sobrado que costumava occupar, quando festas publicas ou negocios particulares exigiam a sua estada temporária na villa. Marcellina e Lourenço, não tendo encontrado a familia na casa grande, foram reunir-se com ella em Goyanna.

O sobrado estava situado no quarteirão