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e ferindo os adversarios que encontraram desprevenidos e inermes, esses nomes, especialmente o de Manoel Gonçalves começaram desde esse momento a voar nas asas da fama, e poucos dias depois designaram celebridades que todos entraram a respeitar e temer.
Uma semana depois, Goyanna foi testemunha de novas scenas, mais graves do que as primeiras, as quaes chegaram a durar tres dias.
Por ordem de João da Maia da Gama, capitão-mór da Parahyba, tão dedicado aos mascates que pelo senado da camara de Olinda foi appellidado em officio de 26 de junho de 1711 «a pedra fundamental em que os do Recife se levantaram e formaram o chimerico edifício e fabrica do industrioso levantamento», veiu Luiz Soares reunir-se com o Tunda-Cumbe afim de irem ao Recife com sua gente, passante de oitocentos homens, levantar o cerco.
Achavam-se entre os da Parahyba, não só Joaquim de Almeida, espirito por assim escrevermos, inspirador do capitão-mór João da Maia, mas tambem Pedro de Mello, um dos instrumentos da revolta sustentados pelo Almeida. Tendo esta por base, para tornar uniforme o movimento, dar Goyanna como