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Aluizio de Azevedo

daquellas juçareiras para repousarmos um instante. Tens fome?

— Não, respondeu a moça, contemplando a ilha.

Era esta encantadora com a sua praia argentina lavada em esmeralda. D’aqui e d’ali surgiam d’entre o salivar das espumas pequenos rochedos reverdecidos de musgo aquatico, onde garças e guarás mariscavam tranquillamente. Um palmeiral sem fim nascia quasi á beira d’agua e, pouco a pouco, á medida que se entranhava pela terra, fazia-se mais compacto, até se fechar de todo com murmurosa cúpula de verdura suspensa por milhões de columnas. Mundos de parasitas serpenteavam em todas as direcções, já suspensas e pendentes, embaladas pelo vento; já dependuradas em arco, formando grinaldas; já grimpando encaracoladas pelos troncos e alastrando em cima, como se quizessem quebrar a interminavel noite daquelle céo de folhas com um infinito de estrellas de todas as côres.

Magdá, ao transpor o assombrado atrio da floresta, deteve-se para fazer