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á luz pelo padre Antonio de Araujo, da mesma companhia, emendado n’esta segunda impressão pelo padre Bartholomeu de Leam, da mesma companhia. Lisboa, 1686. Off. de Miguel Deslandes.»

Grammatica da lingua geral dos indios do Brazil, composta pelo padre Luiz Figueira, reimpressa na Bahia em 1851, aos esforços do Sr. João Joaquim da Silva Guimaraes. No meu pensar, o padre Figueira não conheceu tão profundamente a lingua quanto o padre Montoya; comtudo, na grammatica propriamente dita, isto é na philosophia da lingua, me parece que elle é superior ao dito padre Montoya, A edição de Lisboa, que já não é vulgar, foi seguida d’um vocabulario com o titulo de: Diccionario Brasiliano.[1]

Outras obras ha antigas, que ou não tiveram a celebridade e reputação d’estas, ou nunca foram impressas, e conservam-se nas bibliothecas de França, Inglaterra e Allemanha, até que, ha pouco tempo, a curiosidade dos sabios singularmente despertada por esta lingua que lhes vai ministrar, talvez, um ponto de


  1. Este padre Luiz Figueira é um d’esses vultos angelicos, que illuminam as primeiras paginas da historia dos jesuitas, em nossa terra; já velho e cançado, não cessava de viajar pelos sertões do Brasil para catechisar e doutrinar os pobres brazis, como com sincera ternura os denominava no prologo da sua grammatica. Gozou da gloria do martyrio; foi morto e devorado pelos indigenas da ilha de Marajó, no Pará.
    Vide: A. Henriques Leal, Apontamentos para a historia dos jesuitas no Brasil.