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Eia! não o abraes, senão todas as cousas se perderão.
Os famulos foram-se, e estavam ouvindo barulho dentro do coco de tucuman, assim: tem, ten, ten...(texto ilegível)...[1] era o barulho dos grillos e dos sapinhos que cantam de noite.
Quando já estavam longe, um dos famulos disse a seus companheiros: — Vamos ver que barulho será este?
O piloto disse: — Não do contrario nos perderemos. Vamos embora, eia, rema!
Elles foram-se e continuaram a ouvir aquelle barulho dentro do coco de tucuma, e não sabiam que barulho era.
Quando já estavam muito longe, ajuntaram-se no meio da canôa, acenderam fogo, derreteram o breu que fechava o coco e o abriram. De repente tudo escureceu.
O piloto então disse: — Nós estamos perdidos; e a moça, em sua casa, já sabe que nós abrimos o coco de, tucuman! Elles seguiram viagem.
A moça, em sua casa, disse então a seu marido: — Elles soltaram a noite; vamos esperar a manhã.
Então todas as cousas que estavam espalhadas pelo bosque se transformaram em animaes e em passaros.
As cousas que estavam espalhadas pelo rio se trans-
- ↑ Quando os selvagens narram esta parte imitam zumbido dos insectos que cantam á noite.