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curso de lingua tupí viva ou nhehengatú
apucuitáua
remo
oiẹ́rẹ́o
virou
ipeca
de pato
rẹtimã
pernas
arãma;
em;
i̙gára
a canôa
ipẹ́ca
pato
cẹtẹ́
corpo
arãma.
em.
Boia-Uaçú
de Cobra Grande
menbi̙ra
a filha
omahã
vio
ramé
quando
Iaci̙tatá-uaçú,
a estrella Venus,
onhehẽ
disse
i
seu
ména
marido
çupé:
à:
— Coẽma
— Manhã
oúri
vindo
oikọ́;
está;
xa
eu
çọ́
vou
xa muĩn
dividir
ára
dia
pitúna
noite
çuí.
da.
Aramé
Então
ahé
ella
omamãna
enrolou
inimũ,
fio
onhehẽ:
e disse:
— Indẹ
— Tu
cujubí[1]
cujubim
curí,
seras,
onhehengári
cantar
arãma
para
coẽma
manhã
oúri
vier
ramé curí
quando.
Quaí
assim
omunhã
fez
cujubim,
o cujubim,
omutinga
branquejou
i
delle
akã́nga
a cabeça
tauátínga
tabatinga
irúmo,
com,
omupiránga
avermelhou
cẹtimã
suas pernas
urucú
urucu

  1. Uma especie de jacú, de cabeça branca, pernas vermelhas, que canta de madrugada, conhecido na sciencia sob o nome de: penelope cumanensis.