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ao leitor

nisação foram grandes mestres) nós tambem devemos crear aqui, sobretudo porque não importa novas despezas, pode-se aproveitar pessoal ja existente e pago, limitando-se o esforço da administração a organisar e dirigir o serviço.

Encarregado, ha annos, pelo Sr. conselheiro Diogo Velho de organisar o serviço de catechese do Araguaya, eu suggeri o plano que alli se poz em execução, o qual consiste, em resumo, no aproveitamento do interprete indigena para auxiliar o missionario, pela mesma fórma por que procederam os antigos.

Sim — de que serve o missionario, com a santidade das leis da religião, se elle não tem lingua por onde ensine a regeneradora moral do christianismo?

Não foi por ventura o proprio Christo que, com o mandamento de espalhar sua doutrina pelo mundo, disse aos apostolos que, antes de fasel-o, o Espirito Santo desceria sobre elles e lhes daria o dom das linguas?

Não quererá isto diser que o interprete é cousa tão importante entre uma raça christã e uma raça barbara que, sem elle, impossivel será trazer aquella a assimilar-se com esta?

Os antigos portugueses, que forão incontestavelmente grandes mestres, como raça colonisadora, organisaram, com o nome de corpo de linguas os interpretes militares, a cuja acção pacifica devemos hoje mais de ametade da população operaria do Brasil.

Os jesuitas hespanhoes e portuguezes creavão nos seos collegios os interpretes, que não erão outros senão os meninos selvagens a quem davão uma organisação