Página:O Livro de Alda (1927).pdf/406
400 : PATOLOGIA SOCIAL
os bicos dag bolas rocando a calica, cavalgava-o muro, suspendia-me para o lado oposte, sallava dentro do quintal... Entao dei-me pressa em ir afagar o pobre Tejo, que, derreado, paralitico, jazia na sua casota, 6 logo dou sinal de me reconhecer, balindo meigaments. Depois, a pés 6 maos, abracei-me 4 arvore que Tic lhor podia servir o meu inlento ; dahi a pouco, tendo- me prolongado e arrastado de brucos, vingido a wn ramo, estava de posse do meu tao anciade Jugar de observacdo. — Othei para o interior, mas nao conse- gui vér nada do que pretendial Apenas diferengava coisas sem, conlinuidade, sonfusas e mdelerminadas manchas, longe a longe cariadas por vagas sombras da mulher que afadigadas perpassavam . .
Nisis, uma dessas sombras velo crescendo, cres- cendo e definindo-se na apressada aproximacdo da vidraca. De cautela, agachei-me e anulei-me quanto pude, como um reptil,na amiga cumplicidade dasom- bra... Era a Tita, que yeio suavementie erguer a vi- draca, ¢ logo tornou para o interior, — Agora, sim! via melhor... E podia até... Parecia isto um actaso pro- videncial, um singular favor divino |—- Nao hesitei dois segundos... Gom infinita precauc¢aio, avangando primeiro um bracgo, uma perna, com apoio ao para- peito, o resto do corps depois, ahi desiiso eu, silencio- so e leve, inponderavel, para 6 interior da casa. E agora ali,ignorado e imovel, oculto no vao da janela, colado a parede, recuando os pés e€ adiantando o tronco, protegido pelas cortinas, pude finalmiente pre- Senciar a desoladura e wflitiva acena que s¢ Coat rolava no aposenta,
Wao havia duvida..,. Pobre martir inviolada] : Num pequenino ¢ sébrio Icito de mogno, posto a melo