Página:O Livro de Alda (1927).pdf/405

Esta página ainda não foi revisada

É

II — O LIVRO DE ALDA tanto, estimulado

- sacudido mou-me

mum

|

399

por um agudo sobressalto interior,

repelão

de remordida

angustia, to-

de repente o desejo inflamado e convulso de

a procurar, de a tornar a vêr... Aceitando emtoda

à Sua esmagadora brutalidade a evidencia cruel dessa desgraça, queria eu ao menos presenciá-la. Ao incomensuravel tormento da minha dôr traria porventura lenitivo o alcançar o seu perdão. Mal anoiteceu pois — lembra-te , de que era um - Sabado e no dia seguinte havia toiros, —já eu era de "roda da casa de Branca, ardendo incansavel no obs-

tinado empenho de ir até junto dela castigar-me na

assistencia à sua agonia, exorar o seu perdão, a sua “benção uma derradeira vêz! A noite, verdadeira noite “de fim de outono, estava desabrida, negra, impenetra“vel. Silvava sinistro o vento; e por entre a nevoa que

  • como uma escumilha de dó se esfarrapava pelo espa* ço, a pequena mancha cinzenta da casa de Buenos-AiTres escorçava-se vagamente, no tremulo alumiamento

4 “dos lampiões da rua. Toda a fachada ás escuras, com "* excepção das duas janelas da esquina, no primeiro andar, através de cujas vidraças vasquejava o clarão “duma palida luz vacilante. — E se eu pudésse en“trar?... Pela porta da rua, como qualquér pessôõa k “de bem, era impossivel... —- Mas notei então que, ] aos fortes sacões do Nono) as frondosas pimenteiras -do quintal raspavam, na parede, rentes com as janelas A altura não era grande... O muro baixo, a rua

deserta... Porque não?.. PR momento, tendo-me

  • primeiro certificado de que ninguem me surpreende4 ria, eu estava em cima de um dos frades de pedra que
“ladeiam' 0 portão
dum pulo pendurava-me da cor-

4rija, ilexionando os braço serguia-me, hirto, direito,