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VIII

Era um cantar de delirante gozo —
Em deleites uma alma a transbordar-se
P'las soltas cordas d'harpa estremecida
Num único tremor; eram delicias
De mavioso trovar, ás vezes, languido —
Era um som feiticeiro que prendia
Era de gozo embevecida, cheia
A vida a palpitar, alma a partir-se
Numa harmonia, numa voz fugindo.

Porém ás vezes férvidas vibravam
Sob os dedos de neve as duras cordas,
E indpmito rugir corria livre
Como a briza do mar nas crespas vagas —
Ou noroeste que balança as arvores
Em fantástica dança, e vôa envolto
Em seu manto de pó zunindo bravo,
   Varrendo da floresta as verdes folhas
……………
……………
Pendeu a face — suspirou — callou-lhe
No descerrâdo lábio a voz aeria —
E a fronte envolta nos cabellos negros
Pousou na trave de sua harpa muda.

IX

Disse-lhe o moço entre um sorrir:
                     « Que scisma
Minha bella o soido então gelou-te