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O que mais de illusões, que como a nevoa
Do desengano o sol esvae e apaga,
Mentidos risos que perfumão alma.
Em sonhos ebrios que o acordar esmaga
E do fel rega de um chorar que queima,
Que mais da vida ao coração soffrido
De saudade de fel merece lagrimas ?
I
Era um quarto sumptuoso ; o chão rojavão
Lúcidas telas de avelludadas sedas
Dó Pérsico tapete. — Luz o mármore
No lavor dos portaes — quando engrinaldão
Com cheirosos festões de novas flores.
O aberto reposteiro deixa a vista
Pela varanda a lua desvairar-se
Té que perde-se além entre os matizes
De viçosos jardins. —
É noite, é bella,
E as pilastras branqueia a briza fria.
P'los bordados reflexos do damasco
E das grinaldas ao olôr influem-se
O do ar cheiroso do luar tardio.
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