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Amemos ! que na terra a vida é o gozo !
Ternuras n'alma, embriaguez nos lábios
Sorria o coração ! que importa o escarneo
Da voz fria dos sábios?

Gema no campo em que apodrecem mortos.
Da tréva o sonhador, fallando aos ventos
Durma co'a face em lagrimas na terra
Que nem lhe ouve os lamentos.

Que eu a vida amarei, hei de cantar-lhe
Entre os beijos de languida donzella,
Na fronte rosas, com a taça em punho
Doces mysterios delia.

O fresco do luar vertigens varre,
Idéas de suicídio em negra mente.
Vem pois comigo — sonharemos juntos
Cantando alegremente.


II

A GEORGE SAND

1

Lelia ou Consuelo? Espirito de Byron
Em fôrmas bellas de mulher ardente,
Alma de braza a estremecer contornos
De voluptuosos, arquejantes seios,