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á bordo; era na occasiāo de se fazer a chamada: nāo podia haver aspecto mas deploravel: todos estavāo em farrapos, tāo desfeitos pela fome, sizōes, e bexigas, que mas se pareciāo com hum comboi de doentes que vāo para algum hospital, do que com qualquer outra cousa. Julio commoveo-se profundamente á vista dos seus infelizes comprovincianos, e avançava para lhes destribuir alguma gratificação, quando o nome de José Frederico de ...... pronunciado pelo sargento que fazia a chamada, ferio seus ouvidos — Presente — respondeo com tom assaz energico hum vulto alto, e que fóra robusto antes que as privações, e doença lhe tivessem dado as apparencias de hum esqueleto — Sois José Frederico de ....... flho de fulano .... dono da Fazenda de .... perguntou-lhe rapidamente Julio que correo para elle — Sim , respondeo com alguma hesitação o recruta — Geos em que estado vos venho achar. — Nāo tenho conta que dar a ninguem do meu estado , tornou aquelle , com hum resto de soberba; vou servir minha Patria , e meu Imperador! e esta phraze foi pronunciada em tom que a ironia, e o desespero se disputavāo — Deos me livre de vos offender contestou Julio ; antes quero vos ser util : que hé feito de vosso pai? — Esstá feliz: morreo. — E vossa mai.... — Ella vive... coitada — Onde está? que he feito d՚ella? — O recruta , ainda que com assaz reluctancia, respondeu ... está aqui ... que lhe importa? ... — muito! tudo ! devo-lhe tudo , vamos aonde está.... —