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nio em nome de Deos! » e dirigindo-se ao Monarca — « folgo de pensar que V. M. nāo tocára tāo abominavel cousa! » — « tocal-lo respondeo, o Nabab nāo era preciso , basta a vista para me convencer do teu perfido ardil! —»
Istufirullah! disse o valido: V. M. não sente hum fedito cadaverico? — « O Nabab enfureceo-se outra vez, porém pouco á pouco o terror rendeo a indignaçāo, e quando a voz do Monarca ia a esmorecer: « he mais que certo, ô refugio do mundo, accrescentou o Visir, que o seu maquinista (Deos o haja em sua santa paz) falleceo , e se enterrou ; mas este vosso escravo ignora quem roubou o corpo ao tumulo , ou qual o Vampiro que actualmente o anima , para maior espanto dos bons Musulmanos! O melhor era investil-o , e cravar-lhe hum ferro no peito , mesmo à vista de V. M. Se fosse licita derramar sangue na Presença d՚hum Principe tāo grande, e tāo excellente , permitta sómente V. M. que nos retiremos, e eu me incumbo de reconduzir o cadaver á tumba ; sem duvida quando a vir aberta, elle nāo se fará muito rogar para nella se restituir ». O Nabab todo espantado, nāo sabia ọ que dizia ou ordenava : entretanto emporiāo para fóra o Maquinista terrificado , ao qual o Visiro pondo - lhe huma bolsa entre māos , disse ao ouvido:— Se á manhāa nāo estás além das fronteiras da Companhia, eu te juro que te tratarei como legitimo Vampiro. — O Maquinista julgando toda