Página:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf/21
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
121
ceira que , se hem que muito reduzida, ainda lutava contra os ardores da secca. Oito juntas puxavāo a pesada maquina abrigada contra o o sol por conros, e toda ornada de ramos verdes, e folhagems. Esta vista cativou a attençāo do pequeno que accompanhou o carro com os olhos saudando-o com a māo até que o vio desaparecer no outro vertente do outeiro. Adeos , exclama elle todo choroso ! adeos anjo de paz e caridade !.... e virando a cabeça para a periquita , que tinha tomado posse do seu hombro: — pobrezinha , mudastes huma ama tão bonita , e tāo rica , por hum companheiro tāo miseravel como eu !... mas esteja quieta ! em quanto eu viver nāo te ha de faltar cajú , cuparosa , mangaba , ou outro qualquer manjar do teu gosto... Eu de noite e de dia hei de te mimar , e te afagar... .. e não sentirás saudades da tua senhora, porque hei de te fallar sempre della... e eu que nāo sei do seu nome !..... diga-me minha rica periquita, como se chama tua amazinha !.... Olaya ! Olaya ! pronunciou a perriquita , que talvez fôra ensinada pela prima que queria dar mais valor ao seu presente. O prazer que transportou o coraçāo de Julio nāo so póde expressar ! — Isto he hum milagre! ah! perriquita, meu bem , minha joya , repita sempre este nome engraçado ; has de tornar a vel-a tua , e minha Olaya!!! E elle para nāo esquecer o caminho , que já dava suas voltas lembrou-se de quebrar alguns raminhos dos arbustos , que a secca tinha despido das folhas , e de depo-