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Esmeralda
No fundo verde da téla avulta em claro uma Cabeça macilenta, dolorosa, como que envôlta n’um albornoz branco.
Tóques da mesma côr garça pôem lhe leves nuances nos cabellos, nos olhos scysmativos, anhelantes, que têm a expressão de um desejo nomade...
Desse chromatismo de tons verdes idealisou o artista o nome da sua viva cabeça imaginaria — que parece uma dessas physionomias raras que só naturezas especiaes sabem distinguir e amar, uma dessas cabeças de mulheres singulares que a dolencia da paixão enervante calcinou e turvou de dôres.