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contra o meu cérebro como incisivas pedradas fortes.
Livra-me tu, Luz eternal, desses argumentos coléricos, attrabiliarios, como que feitos á maneira de armas barbaras, terriveis, para matar javalis e leões nas sélvas africanas.
Dá que eu não ouça jámais, nunca mais a miraculosa caixa de musica dos discursos formidaveis! E que eu ria, ria — ria symbolicamente, infinitamente, até o riso alastrar, derramar-se, dispersar-se emfim pelo Universo e subir, nos fluidos do ar, para lá no fóco enorme onde vives, Astro, onde árdes, Sol, dando então assim mais brilho á tua chamma, mais intensidade ao teu clarão.
Pelo scintillar dos teus raios, pelas ondas fulvas, flavas, ó Espirito da Irradiação! pelos empurpuramentos das auroras, pela chlorose virgem das steppes da Lua, pela clara serenidade das Estrellas, brancas e castas noviças geradas do